Quando o líder senta na primeira fila, a empresa inteira presta atenção. Sobre a importância da alta liderança participar — e ser vista participando — dos programas de desenvolvimento.
Conta-se que uma mãe, preocupada com o filho, pediu para que o sábio convencesse o menino a parar de comer açúcar. O sábio pediu que voltassem em duas semanas.
Quando retornaram, ele falou diretamente ao garoto: “Pare de comer açúcar, isso faz mal à saúde.”
A mãe, intrigada, perguntou por que não havia dito isso antes.
O sábio respondeu: “Porque, na primeira vez, eu também comia açúcar.”
Essa pequena história carrega um princípio fundamental de liderança: coerência entre discurso e prática. Não se trata apenas de saber o que é certo, mas de estar disposto a praticá-lo antes de pedir a outros que façam o mesmo.
No mundo corporativo, isso se traduz em um comportamento muito claro: líderes que se desenvolvem abertamente inspiram mais do que aqueles que apenas incentivam o desenvolvimento dos outros.
Quando a alta liderança participa de treinamentos e programas de liderança — mesmo que já domine o conteúdo — envia uma mensagem poderosa:
“Este aprendizado é importante. Importante o suficiente para que eu também esteja aqui.”
Estar presente não é apenas comparecer; é demonstrar envolvimento genuíno: fazer perguntas, compartilhar experiências, mostrar vulnerabilidade e interesse em aprender. Esse tipo de atitude cria um efeito cascata: se o CEO, o diretor ou o gerente-chefe está engajado, a equipe tende a seguir o exemplo.
E há um detalhe que observo nas empresas em que trabalho: quando os altos líderes estão presentes, isso alimenta a rádio-peão positiva. As conversas de corredor mudam de tom:
“Você viu? O diretor estava lá no treinamento com a gente.”
Esse simples fato aumenta a percepção de importância do programa e eleva o engajamento de todos.
Infelizmente, em muitas organizações, vemos o oposto: programas de desenvolvimento lançados para “a base” enquanto os líderes de topo permanecem distantes, ocupados demais para “perder tempo” com algo que consideram já saber. O resultado? O programa perde legitimidade e o entusiasmo se esvai.
A presença e o envolvimento da alta liderança são catalisadores de transformação cultural.
Eles demonstram que o aprendizado contínuo não é um discurso vazio, mas uma prática viva.
No final, a lição do sábio continua atual: não podemos pedir mudanças que não estamos dispostos a praticar. E, no contexto da liderança, isso significa ser o primeiro a se sentar na sala de treinamento — e ser visto fazendo isso.
Na sua organização, a alta liderança e/ou RH participa ativamente dos programas de desenvolvimento?
O futuro da sua equipe começa pelo seu próximo passo.
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Monica Simionato, antropóloga